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Apagando a História

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De uma coisa eu sempre tive certeza: nunca apagaria a história do meu filho. Não mudaria seu nome, não esconderia sua história e não o encorajaria a sentir raiva de sua família de origem. Mas... Com o processo de adoção finalizado, tivemos que esperar o tempo do nosso filho para tirar um novo RG. Ele não entendia a alteração do seu sobrenome e sentia um desconforto enorme sobre isso. Não comemorou a nova certidão. Não quis ver o documento. Quando ele passou a compreender a modificação, lá fomos nós. Primeira tentativa — um ano após a nova certidão. Sem sucesso, porque o antigo CPF não havia sido cancelado e tivemos que solicitar ao fórum o cancelamento. Segunda tentativa — um ano após a primeira. O RG foi barrado, pois a Fazenda não estava permitindo a vinculação do documento ao novo CPF. Terceira tentativa: sucesso. Mas me deparei com uma situação que eu não esperava. O atendente me disse: “O RG dele ficará retido.” Confesso que me senti estranha. Como se eu estivesse negand...

O Milagre da Adoção e a Alegria Pela Felicidade do Outro

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Hoje eu precisei de um sinal. Um só. Um respiro de esperança em meio aos desafios da maternidade, da vida corrida, das incertezas que insistem em rondar o meu coração. E ele veio — não exatamente para mim, mas por meio da alegria de uma amiga. Conheço há tempos uma mulher forte. Daquelas que a gente encontra na caminhada e guarda no coração. Ela estava há mais de seis anos na fila da adoção. Seis. Anos. Imagine o quanto se espera, sonha, se frustra e recomeça nesse tempo. Conversamos muito sobre nossos filhos: eu recebi o meu e ela continuou aguardando, firme, mesmo quando a fé balançava. Há uma semana ela estava se sentindo profundamente angustiada. Estava cansada, exausta emocionalmente. Achava que talvez fosse hora de desistir. Quem sou eu para julgar? Esperei menos tempo (quatro anos e quase três meses) e já quase sucumbi em alguns dias. A dor de quem espera um filho que ainda não pode abraçar é real, é intensa e muitas vezes silenciosa. Mas foi então que algo mudou. Ela sonhou...

Quando tentamos resolver tudo sozinhas: uma reflexão sobre casamento, maternidade e comunicação

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Desde menina, aprendi a correr atrás dos meus sonhos (que ainda tento concretizar, mas não tenho tido muito sucesso) e resolver as minhas próprias questões. Quando descobria um curso gratuito, eu mesma procurava as informações, preparava a documentação e, no final, só pedia aos meus pais que assinassem a matrícula — porque, sendo menor de idade, minha assinatura não tinha validade. Cresci assim: buscando me virar sozinha, sem querer dar trabalho, sem pedir ajuda. Parecia força, mas no fundo também era medo de não ser atendida. Medo de depender. Quando me casei, levei comigo esse hábito que tenho tentado me desfazer. Ele me tem feito carregar uma carga maior do que deveria. Me tem provocado exaustão e ansiedade. Muitas vezes me tira até as forças para lutar pelo que realmente importa. Sem perceber, tentei abraçar o mundo. Assumia as finanças, queria a casa em ordem, cuidava dos detalhes grandes e pequenos. Eu achava que, para as coisas darem certo, precisava carregar tudo sozinha. Do...